Os Emergentes
OS EMERGENTES apresenta um STATUS QUO abusado, em que os aristocratas tratam mal seus subordinados e finalmente os demitem. Após isso, ironicamente, o destino solapa os aristocratas com a perda de seu patrimônio. Como novos pobres, eles precisam viver o horror de trabalhar. Para sua infelicidade, o que sabem de melhor é justamente o que uma criadagem precisa fazer. O que não quer dizer que vão gostar de trabalhar nessa posição. A reviravolta em suas vidas fica completa, pois são contratados por seus antigos funcionários que, ao contrário deles, agora emergem como novos ricos e impõem aos antigos patrões seu jeito genuinamente brega de ser. As situações dessa inversão nas relações de poder ficam ainda mais hilárias e escancaradas com saltos no tempo que contrastam o presente e o passado, quando tudo era ao contrário entre todos. O arco tragicômico cria uma convergência a todos: os opostos, apesar de todas as suas diferenças, são apenas supostos opostos. Para nossa diversão, os atritos acabam criando ensejo para que os integrantes desse grupo explosivo se conheçam mais a fundo e descubram que tem muito mais em comum do que podiam supor em sua mais vã filosofia. Para surpresa geral, esse é o ponto de virada, para que suas diferenças gritantes se revelem complementares. Mais do que isso: para que cada um possa descobrir muito mais sobre si mesmo. E assim, acabam nascendo novos valores e objetivos se estabelecem: sempre aprender mutuamente e abraçar o novo. Com isso, Henrique se une a Inácio! Como novos sócios somam experiências e criam a Quentinha Gourmet! Um sucesso que permite ao casal de ex-aristocratas um novo tipo de prosperidade. Ao final, a constatação: tem coisas que o dinheiro realmente não compra.
